Cistos renais requerem atenção

 

A presença de cistos nos rins pode ser mais comum do que se imagina. Estima-se que entre 30% e 50% das pessoas acima de 50 anos apresentem o problema sem saber (a variação da incidência se deve ao fato de não haver estudos recentes e pontuais sobre essa condição). Essas formações são como bolhas cheias de líquido claro, que surgem por causa da obstrução de um dos milhares de ductos presentes no órgão. A maior parte dos cistos é periférica e, por isso, quase não causa sintomas.

Descobertos normalmente durante um check-up, a partir da realização de ultrassonografia de rotina, as lesões localizadas no rim podem apresentar diversos tamanhos, tendo em média 5 cm, mas podendo variar de 1 cm a 20 cm. “O cisto não deve ser menosprezado por causa da dimensão. Podemos compará-lo, por exemplo, a uma pinta. Quase todo mundo tem, e é possível conviver com ela sem maiores problemas. Ela estará sempre ali, independentemente do tamanho, e a maioria não causa problemas. Mas, de forma frequente, será necessário acompanhar aquelas já existentes e analisar novas pintas a fim de diagnosticar uma possível lesão”, compara o Dr. Cassio Andreoni, urologista do Hospital Israelita Albert Einstein.

Na maioria das vezes, os cistos renais não têm repercussão na saúde como um todo e raramente provocam dores, sangramento na urina ou pressão alta. Essas condições dependerão da localização do cisto: em casos de incidência de cistos no meio do rim, pode haver compressão das estruturas ao redor, principalmente se houver proximidade das artérias. “É incomum, mas algumas pessoas podem apresentar pressão alta devido à presença do cisto. Também há o risco de comprimir a via urinária e impedir o fluxo da urina, causando dor. Porém, esses dois quadros são raros”, explica o Dr. Cássio.

Nem todo cisto precisa de tratamento e é possível conviver com ele sem eventuais problemas de saúde – o mais comum é realizar um acompanhamento semestral no início e anual se o quadro se mantiver estável. No entanto, uma punção pode ser realizada se o médico especialista julgar necessário. A intervenção consiste no uso de uma agulha fina, introduzida na região, para sugar o líquido e, posteriormente, injetar uma substância que cola as paredes do cisto. Se o cisto for grande e tiver mais de 500 ml de líquido, o procedimento pode ser realizado por videolaparoscopia.

Tumores císticos

Existe uma porcentagem pequena de tumores malignos renais císticos, ou seja, é semelhante a um cisto porque contém uma parte líquida. Porém, por conter partes sólidas, é facilmente diferenciado por meio de ultrassonografia ou de tomografia computadorizada.

A diferença entre o cisto simples e um tumor não está no tamanho nem na localização. “Essa ocorrência adquire importância quando as características mudam: ele deixa de ser homogêneo. Esses casos são encaminhados para realização de tomografia computadorizada, a fim de eliminar a possibilidade de câncer renal”, afirma o Dr. Bento Fortunato, nefrologista do Hospital Israelita Albert Einstein. O que deve ser avaliado durante o exame de imagem, indicam os especialistas, é se as paredes dessa estrutura são finas ou grossas, se há calcificações nelas, se o interior é totalmente liquido ou se há alguma parte sólida, e, ainda, se tem membranas ou septos.

De acordo com essa avaliação, os cistos são divididos usando a classificação de Bosniak, que vai de 1 a 4. O número 1 indica o cisto simples; o 2 é chamado de complexo e tem risco baixo, em torno de 5%, de ser maligno; o 3 apresenta risco entre 30% a 50% de malignidade; e o 4, de 80% a 90%. Estes dois últimos têm indicação de remoção cirúrgica, mas representam uma minoria dos casos.

Doença renal policística

Ter cistos nos rins, mesmo que eles sejam mais de um, é diferente de ter a doença renal policística. Neste caso, diversos cistos surgem nos rins e podem, inclusive, aumentar de tamanho e de quantidade. Dependendo desse crescimento, pode haver redução da função renal e, eventualmente, episódios de dor, sangramento e infecção urinária.

“A doença renal policística pode ser classificada, de acordo com o conteúdo genético, como autossômica dominante ou recessiva. A primeira aparece por volta dos 30 anos e pode ter um comportamento variável. Já a segunda se manifesta de forma precoce, em geral no primeiro ano de vida, e é mais agressiva”, diferencia o Dr. Bento. A doença renal policística autossômica é rara, tem caráter progressivo e apresenta forte componente hereditário: o risco que pessoas de uma mesma família apresentem o problema é de 50%.

Ainda não há tratamento eficaz para a doença renal policística. Um grande número de medicamentos vem sendo testado para impedir o crescimento e a proliferação de cistos nos rins, mas ainda sem previsão de entrada no mercado. No acompanhamento e tratamento dos pacientes portadores da doença o objetivo é controlar fatores de risco com o intuito de preservar a? função renal e evitar episódio de infecção.

Fonte: Albert Einsten


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