Todo carboidrato simples ingerido é transformado em glicose pela digestão do intestino. A glicose, principal fonte de energia do corpo, é absorvida pelas células através da corrente sanguínea. Com o seu consumo, o pâncreas produz o hormônio insulina, que facilita a sua absorção pelo organismo. Quando a quantidade de insulina é deficiente, e ocorre o excesso de glicose no sangue, acontece a hiperglicemia. 

Sem a absorção da sua fonte de energia principal, as células investem contra as gorduras, e essa queima resulta na acidose, que é o acúmulo de substâncias ácidas (cetonas) no sangue.

Há diversos sintomas resultantes de hiperglicemia com a acidose: 

 

- Poliúria (aumento do volume urinário)

- Polidpsia (aumento da sede)

- Fraqueza e emagrecimento

- Retinopatia diabética (pequenos sangramentos e perda da acuidade visual)

- Nefropatia diabética (perda de proteínas pela urina e redução progressiva das funções dos rins)

- Neuropatia diabética (incapacidade de os nervos transmitirem as informações cerebrais, resultando em sensação de formigamento, dormência, e queimação das mãos, pernas e pés)

- Arteriosclerose de órgãos vitais (coração e cérebro), podendo causar acidente vascular e infarto

Os tipos de diabetes

Existem três tipos de diabetes: Tipo 1, Tipo 2 e Gestacional.

Diabetes Tipo 1

Também é conhecida como diabetes insulinodependente, diabetes infanto-juvenil e diabetes imunomediado.  Neste tipo de diabetes  o pâncreas perde a capacidade de produzir insulina em decorrência de um defeito do sistema imunológico, fazendo com que nossos anticorpos ataquem as células que produzem a esse hormônio. Os portadores necessitam de injeções diárias de insulina para manter a glicose no sangue em valores normais. Há risco de vida se as doses de insulina não forem dadas diariamente. Este tipo de diabetes ocorre em cerca de 5 a 10% dos pacientes, sendo a sua maioria crianças, adolescentes e/ou adultos jovens. 

 

Diabetes Tipo 2

Este tipo de diabetes corresponde a 90% dos casos, e pode ser chamado de diabetes não insulinodependente ou diabetes do adulto. Neste caso, as células tornam-se resistentes à insulina, causando a diminuição da sua secreção e defeito na sua ação contra a glicose. Ocorre normalmente em pessoas com mais de 40 anos de idade, obesas ou não, mas percebe-se um aumento preocupante desta doença em jovens devido a maus hábitos alimentares, sedentarismo e estresse. Por ser pouco sintomática, a diabetes tipo 2 na maioria das vezes permanece sem diagnóstico e tratamento, favorecendo o surgimento de complicações no coração e no cérebro. Pode ser tratada com medicamentos orais ou injetáveis.

 

Diabetes Gestacional

Ocorre quando há a presença elevada de glicose no sangue durante a gravidez, podendo ou não persistir após o parto (o comum é se normalizar). Contudo, as mulheres que apresentarem diabetes gestacional têm mais chances de desenvolverem a diabetes tipo 2 futuramente, assim como seus filhos. A causa deste tipo de diabetes ainda é desconhecida. 

Recomendações

*Exercícios físicos - A atividade física é essencial no tratamento do diabetes para manter os níveis de açúcar no sangue controlados e afastar os riscos de ganho de peso. A prática de exercícios deve ser realizadas de três a cinco vezes na semana. Há restrição nos casos de hipoglicemia, principalmente para os pacientes com diabetes tipo 1. Dessa forma, pessoas com a glicemia muito baixa não devem iniciar atividade física, sob o risco de baixar ainda mais os níveis. Por outro lado, caso o diabetes esteja descontrolado, com glicemia muito elevada, o exercício pode causar a liberação de hormônios contra-reguladores, aumentando mais ainda a glicemia. Em todos os casos, os pacientes com diabetes devem sempre combinar com seus médicos quais são as melhores opções. Lembrando que o ideal é privilegiar atividades físicas leves, pois quando o gasto calórico é maior do que a reposição de nutrientes após o treino, pode haver a hipoglicemia.

* O tratamento do diabetes exige, além do acompanhamento médico especializado, os cuidados de uma equipe multidisciplinar. Procure seguir as orientações desses profissionais;

* Controle da dieta - Pessoas com diabetes devem evitar os açúcares simples presentes nos doces e carboidratos simples, como massas e pães, pois eles possuem um índice glicêmico muito alto. Quando um alimento tem o índice glicêmico baixo, ele retarda a absorção da glicose. Mas, quando o índice é alto, esta absorção é rápida e acelera o aumento das taxas de glicose no sangue. Os carboidratos devem constituir de 50 a 60% das calorias totais ingeridas pela pessoa com diabetes, preferindo-se os carboidratos complexos (castanhas, nozes, grãos integrais) que serão absorvidos mais lentamente.

* O fumo provoca estreitamento das artérias e veias. Como o diabetes compromete a circulação nos pequenos vasos sangüíneos (retina e rins) e nos grandes vasos (coração e cérebro), fumar pode acelerar o processo e o aparecimento de complicações;

*Maneire no consumo de bebidas alcoólicas - O consumo de álcool não é proibido, mas deve ser moderado e sempre acompanhado de um alimento, pois o consumo isolado pode causar hipoglicemia. O que pode causar enjoo, tremores pelo corpo, fome excessiva, irritação e dores de cabeça. Também é importante fazer o monitoramento de glicemia antes e depois de consumir bebidas alcoólicas. Cuidado com cervejas e bebidas doces ou à base de carboidratos. Elas têm alto índice glicêmico e podem trazer problemas.

* O controle da pressão arterial e dos níveis de colesterol e triglicérides deve ser feito com regularidade;

*Aumente os cuidados com os olhos - As células da córnea do paciente com diabetes não têm a aderência que se encontra na maioria daqueles que não tem diabetes. Essa fragilidade é a porta de entrada para uma série de infecções oportunistas e doenças como catarata e glaucoma.

* Medicamentos à base de cortisona aumentam os níveis de glicose no sangue. Não se automedique;

 *Evite saunas e escalda pés - O diabetes afeta a microcirculação, lesionando as pequenas artérias (arteríolas) que nutrem os tecidos, que atingem especialmente as pernas e os pés. Em função desta alteração circulatória, os riscos de exposição às altas temperaturas e aos choques térmicos podem agravar ou desencadear quadros de angiopatias e outros problemas cardíacos. Além disso, o diabetes afeta a sensibilidade dos pés, e a pessoa pode não perceber a água muito quente ao fazer escalda pés.

* O diagnóstico precoce é o primeiro passo para o sucesso do tratamento. Não minimize seus sintomas. Procure logo um serviço de saúde se está urinando demais e sentindo muita sede e muita fome.


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